Saúde

Hábitos simples ajudam a reduzir doenças respiratórias durante o inverno

Por Andrezza Barros • 25/06/2026
Legenda: Doenças respiratórias
Foto: Canva

Hábitos simples ajudam a reduzir doenças respiratórias durante o inverno

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Especialistas reforçam a importância da vacinação, da atividade física e de cuidados diários para prevenir complicações

Com a chegada do inverno, aumenta também a circulação de vírus e, consequentemente, os casos de gripes, resfriados, alergias e outras doenças respiratórias. Embora as baixas temperaturas favoreçam esse cenário, especialistas alertam que alguns hábitos adotados pela população durante a estação podem contribuir tanto para reduzir o risco de contágio quanto para evitar o agravamento de problemas respiratórios.

Em Curitiba, por exemplo, a primeira semana do inverno será marcada por temperaturas bastante baixas, com mínima prevista de 1 °C, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Apesar do frio, a estação também deverá registrar volumes de chuva acima da média histórica.

Para o pneumologista Rafael Klas Leal, do Eco Medical Center, a prevenção começa com atitudes simples no dia a dia. Segundo ele, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e garantir uma boa qualidade de sono são medidas capazes de fortalecer o sistema imunológico e reduzir a vulnerabilidade às infecções respiratórias.

“Hábitos de vida saudáveis, como boa alimentação, atividade física regular e sono adequado, ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a proteger contra infecções respiratórias”, destaca o médico.

Outro comportamento comum durante o inverno também merece atenção. Com o frio, muitas pessoas diminuem ou abandonam completamente a prática de exercícios físicos, o que pode impactar negativamente a saúde respiratória.

Além dos cuidados pessoais, o ambiente também influencia na prevenção. Manter os espaços bem ventilados e evitar produtos com odores muito intensos pode reduzir irritações nas vias respiratórias.

“Produtos de limpeza com cheiro muito forte podem ser fatores irritativos para a mucosa respiratória”, explica Rafael Klas Leal.

A vacinação continua sendo apontada pelos especialistas como a principal estratégia para prevenir formas graves de doenças respiratórias, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. No entanto, ela deve ser acompanhada de outras medidas preventivas, como evitar contato com pessoas gripadas, principalmente quando há indivíduos mais vulneráveis na família.

“Evitar o contato com pessoas com sintomas gripais é fundamental, sobretudo para os pacientes com maior risco, como idosos”, reforça o pneumologista.

Tosse persistente pode indicar doenças crônicas

Embora muitas pessoas associem sintomas como tosse, nariz entupido, chiado no peito e falta de ar apenas a gripes ou resfriados, esses sinais também podem indicar doenças respiratórias crônicas, como asma e rinite, que frequentemente permanecem sem diagnóstico.

A pneumologista Adriana Purcote explica que a asma pode se manifestar de maneira bastante variada e nem sempre provoca crises intensas.

“Nem toda asma tem sintomas graves, mas toda asma tem que ser tratada porque ela pode se tornar grave”, alerta.

Segundo a médica, outro fator característico do inverno em Curitiba é a grande variação de temperatura ao longo do dia, condição que costuma agravar sintomas respiratórios em pessoas mais sensíveis.

“Pacientes mais sensíveis às mudanças bruscas de temperatura podem apresentar piora dos sintomas respiratórios. Nesses casos, é recomendado proteger nariz e boca do ar frio, evitar exposição prolongada ao vento gelado e também o contato direto com o ar-condicionado”, orienta.

Atenção aos ácaros e aos sintomas persistentes

Os especialistas também chamam atenção para o aumento da exposição aos ácaros durante o inverno. Cobertores, casacos e roupas que permanecem guardados por longos períodos podem desencadear crises alérgicas em pessoas predispostas. Por isso, a recomendação é higienizar esses itens antes do uso e manter os ambientes ventilados sempre que possível.

Além disso, sintomas persistentes devem ser avaliados individualmente por um profissional de saúde. O diagnóstico correto permite identificar doenças respiratórias crônicas e orientar medidas preventivas específicas para cada paciente, reduzindo complicações e melhorando a qualidade de vida durante os meses mais frios do ano.

Com a combinação entre vacinação, hábitos saudáveis, atividade física, ambientes ventilados e acompanhamento médico quando necessário, é possível atravessar o inverno com mais segurança e reduzir significativamente o risco de complicações respiratórias.

Divulgação Eco Medical Center
Dra Isabela Pizzatto Teixeira, médica clínica geral do Eco Medical Center, em Curitiba.
Andrezza Barros
Sobre o autor
Andrezza Barros
Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.
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