Especialista alerta para cuidados com o couro cabeludo masculino e sinais que não devem ser ignorados

Seu Elias explica como suor, bonés e excesso de produtos podem favorecer caspa, foliculite e irritações
A preocupação dos homens com a aparência tem crescido nos últimos anos, impulsionando o consumo de produtos para barba, cabelo e cuidados com a pele. No entanto, um ponto ainda costuma ser negligenciado na rotina masculina: a saúde do couro cabeludo. Segundo especialistas, o acúmulo de suor, oleosidade, resíduos de finalizadores e o uso frequente de bonés podem favorecer problemas como caspa, foliculite, coceira e irritações na região.
Para Seu Elias, referência nacional em estética masculina, manter apenas os fios bem cortados e penteados não é suficiente. A base para um cabelo saudável começa justamente no couro cabeludo.
“A maioria dos homens olha para o acabamento do corte e do penteado, mas esquece que o fio depende de uma base saudável. Quando o couro cabeludo acumula suor, poluição e produto, os poros ficam mais obstruídos. A pele responde com coceira, vermelhidão, descamação e lesões que incomodam no dia a dia”, explica.
O especialista destaca que os primeiros sinais nem sempre aparecem na forma de caspa visível. Em muitos casos, a pessoa começa a sentir dor ao pentear os cabelos, sensibilidade na região da nuca ou pequenos caroços próximos à linha capilar. Esses sintomas podem indicar desde uma irritação simples até quadros de foliculite, inflamação dos folículos pilosos favorecida pelo abafamento, atrito constante e acúmulo de resíduos.
Outro fator que merece atenção é o uso frequente de pomadas, ceras, sprays e outros finalizadores. Embora esses produtos tenham sido desenvolvidos para modelar os fios, quando aplicados muito próximos da raiz ou removidos de maneira inadequada, acabam formando uma camada que retém oleosidade, suor e partículas externas.
“O uso frequente de pomadas, ceras, sprays e fixadores exige atenção porque muitos desses produtos foram feitos para os fios, não para a pele. Quando aplicados perto da raiz ou removidos de forma incompleta, eles formam uma camada que retém oleosidade e partículas externas. A situação piora quando há calor, suor e uso prolongado de bonés”, afirma.
A caspa também merece uma avaliação mais cuidadosa. Segundo Seu Elias, existem diferenças importantes entre os tipos mais comuns da condição. A caspa seca costuma apresentar escamas finas e brancas, que se desprendem facilmente e normalmente estão associadas ao ressecamento da pele, ao clima seco, à água muito quente e ao uso de produtos agressivos. Já a caspa úmida aparece em placas maiores, amareladas e aderidas ao couro cabeludo, geralmente relacionada ao excesso de oleosidade.
“A diferença entre caspa seca e caspa úmida está no aspecto, na sensação e na origem do problema. A seca costuma soltar com facilidade e deixa a pele repuxando. A úmida fica grudada, pesa nos fios e pode vir acompanhada de irritação. Identificar isso evita escolhas erradas na rotina”, orienta.
A escolha do shampoo também faz diferença. Fórmulas desenvolvidas para controlar a oleosidade, reduzir a descamação e preservar a barreira natural da pele podem ajudar na manutenção da saúde do couro cabeludo. Shampoos detox e micelares costumam ser indicados para períodos de maior acúmulo de resíduos, enquanto versões anticaspa com efeito refrescante auxiliam no controle da coceira.
Após atividades físicas ou em dias muito quentes, a chamada lavagem dupla pode ser uma estratégia eficiente. Na primeira aplicação, o shampoo remove suor, oleosidade e resíduos superficiais. Já a segunda lavagem promove uma limpeza mais profunda da região. O especialista também alerta para o uso de água muito quente, que pode ressecar a pele e estimular um aumento compensatório da produção de oleosidade.
Além da rotina de higiene, pequenos hábitos fazem diferença na prevenção. Higienizar regularmente pentes, escovas, bonés e fronhas, evitar dormir com o cabelo molhado e reduzir a quantidade de produtos aplicados diretamente na raiz ajudam a manter o couro cabeludo equilibrado.
“Cuidar do couro cabeludo não é apenas uma questão estética. Caspa, oleosidade e acne mostram que a rotina precisa de ajuste. Quando o homem entende os sinais da própria pele, consegue preservar o conforto, melhorar a aparência dos fios e evitar que pequenos incômodos se transformem em problemas maiores”, conclui Seu Elias.
