Saúde

Copa de 2026 intensifica discussões sobre saúde cardíaca e equilíbrio emocional

Por Andrezza Barros • 09/06/2026
Legenda: Copa do Mundo x Saúde Cardíaca
Foto: Canva

Copa de 2026 intensifica discussões sobre saúde cardíaca e equilíbrio emocional

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Especialistas explicam como tensão dos jogos e mudanças na rotina afetam o organismo

A Copa do Mundo de 2026 promete mobilizar milhões de brasileiros diante das telas, alterando rotinas, horários e hábitos durante o período da competição. Mas, além da emoção característica do torneio, especialistas apontam que a combinação entre estresse emocional, consumo excessivo de álcool, alimentação desregulada e noites mal dormidas pode representar riscos importantes para a saúde cardiovascular e mental.

Segundo profissionais da UniCesumar, a intensidade emocional provocada pelas partidas decisivas, principalmente envolvendo a Seleção Brasileira, pode desencadear alterações fisiológicas significativas no organismo, especialmente em pessoas com doenças pré-existentes.

De acordo com o cardiologista Rafael Battilani, professor do curso de Medicina da UniCesumar de Maringá, a soma entre tensão emocional e excessos alimentares cria um cenário preocupante para pacientes com hipertensão, diabetes, obesidade ou histórico cardiovascular.

“Essa combinação gera um impacto cardiovascular direto e em curto prazo. O excesso de sódio eleva a pressão arterial, enquanto o álcool contribui para a desidratação e para alterações no ritmo cardíaco. Quando associados ao estresse intenso de um jogo, esses fatores sobrecarregam o organismo e podem precipitar crises hipertensivas e arritmias graves”, explica o especialista.

Durante partidas decisivas, o corpo entra em estado de alerta semelhante ao vivido em situações de estresse agudo. O sistema nervoso simpático é ativado, aumentando a frequência cardíaca e elevando temporariamente a pressão arterial. Em pessoas saudáveis, esse efeito tende a desaparecer rapidamente. Já em pacientes com condições clínicas prévias, o risco pode ser maior.

“Sintomas como aperto no peito, falta de ar súbita, palpitações persistentes e sensação de desmaio nunca devem ser ignorados e exigem atendimento imediato”, reforça Rafael Battilani.

Além das questões físicas, o impacto emocional provocado pela Copa também chama atenção de especialistas em saúde mental. A psicóloga Andrea Rua, coordenadora do curso de Psicologia da UniCesumar de Curitiba, destaca que o futebol mobiliza emoções intensas em curtos períodos de tempo, alternando euforia, ansiedade, tensão e frustração.

“O comportamento em grupo intensifica as reações emocionais, tornando as emoções contagiosas. O esporte deve ser uma fonte de lazer e integração social, não um gatilho para sofrimento constante”, afirma.

Segundo a especialista, quando a ansiedade relacionada aos jogos começa a interferir no sono, no trabalho, na concentração ou nas relações pessoais, o sinal de atenção precisa ser observado com mais cuidado.

A Copa também costuma provocar mudanças bruscas na rotina dos torcedores. Horários alterados, excesso de telas, alimentação desregulada e consumo elevado de bebidas alcoólicas são comportamentos frequentes durante o torneio. Para os especialistas, manter alguns hábitos básicos de cuidado faz diferença para atravessar o período de forma mais equilibrada.

Entre as principais recomendações estão manter o uso correto das medicações prescritas, evitar exageros alimentares, intercalar o consumo de álcool com hidratação adequada e preservar uma rotina mínima de descanso, mesmo diante dos horários alternativos das partidas.

Práticas simples de respiração e momentos de pausa também ajudam na regulação emocional durante os jogos mais tensos. Segundo Andrea Rua, pequenas estratégias de autocuidado podem reduzir significativamente os impactos emocionais do período.

“Mães, pais, famílias e grupos de amigos costumam viver a Copa de maneira muito intensa. Por isso, é importante observar os próprios limites emocionais e físicos para que a experiência continue sendo positiva”, afirma.

Os especialistas reforçam que acompanhar a competição de forma saudável não significa abrir mão da diversão, mas encontrar equilíbrio entre entretenimento e cuidado pessoal.

“A Copa do Mundo é um momento de união e celebração. Com atenção aos limites do corpo e manutenção de hábitos preventivos, é possível viver toda essa emoção protegendo a saúde física e mental”, conclui Andrea Rua.

Andrezza Barros
Sobre o autor
Andrezza Barros
Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.
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