Saúde

6 mitos e verdades sobre a blefaroplastia que ajudam a entender quando a cirurgia é indicada

Por Andrezza Barros • 24/08/2026
Legenda: 6 mitos e verdades sobre a blefaroplastia, que ajudam a entender quando a cirurgia é indicada
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6 mitos e verdades sobre a blefaroplastia que ajudam a entender quando a cirurgia é indicada

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6 mitos e verdades sobre a blefaroplastia, que ajudam a entender quando a cirurgia é indicada

Cirurgião plástico David Di Sessa explica o que deve ser avaliado antes do procedimento e esclarece dúvidas sobre idade, cicatrizes, bolsas de gordura e cuidados com a saúde ocular

A blefaroplastia está entre os procedimentos procurados por pessoas que desejam tratar alterações na região dos olhos, como excesso de pele, bolsas de gordura e sinais que podem deixar o olhar com aparência de cansaço. Apesar de ser uma cirurgia conhecida, ainda existem dúvidas sobre quando ela é indicada, quais estruturas podem ser tratadas e até mesmo se existe uma idade considerada ideal para realizá-la.

David Di Sessa, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que as técnicas atuais permitem abordagens mais individualizadas e que, antes da decisão pela cirurgia, é necessário avaliar as características de cada paciente para alinhar expectativas, segurança e objetivos.

“A blefaroplastia começa pela identificação da queixa. Estruturas diferentes podem produzir um aspecto parecido, por isso nem sempre a solução está apenas na retirada de pele. Quando avaliamos a anatomia de forma completa, conseguimos escolher a técnica mais adequada e explicar ao paciente, com clareza, quais mudanças podem ser esperadas com o procedimento”, afirma David Di Sessa.

Confira 6 mitos e verdades sobre a blefaroplastia

1. Blefaroplastia serve apenas para retirar excesso de pele. Mito

A blefaroplastia não se limita à retirada do excesso de pele. O planejamento pode incluir gordura orbital, musculatura, posição das pálpebras e a relação entre a região dos olhos e a bochecha. A combinação dessas estruturas ajuda o cirurgião a identificar o que provoca o aspecto de cansaço ou peso no olhar. Por isso, a técnica utilizada varia conforme as características e necessidades de cada paciente.

2. Não existe idade certa para fazer blefaroplastia. Verdade

Não há uma faixa etária específica para a indicação da cirurgia. Algumas pessoas apresentam bolsas hereditárias, flacidez ou excesso de pele mais cedo, enquanto outras chegam a idades mais avançadas sem necessidade do procedimento. A decisão considera anatomia, sintomas, incômodos apresentados e condições clínicas avaliadas durante a consulta. A idade faz parte dessa análise, mas não deve ser considerada isoladamente.

3. Toda gordura das bolsas precisa ser retirada. Mito

Nem sempre retirar toda a gordura das bolsas produz o resultado mais adequado. Em determinados casos, parte desse tecido pode ser preservada ou reposicionada para suavizar depressões abaixo dos olhos e melhorar a transição com a bochecha. Essa escolha depende da distribuição do volume, da profundidade do sulco e da anatomia local. Uma remoção excessiva pode acentuar áreas encovadas e comprometer a naturalidade do contorno.

4. Olhos secos precisam ser avaliados antes da cirurgia. Verdade

Sintomas relacionados à saúde ocular devem ser relatados antes da cirurgia. Ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento frequente ou uso recorrente de lágrimas artificiais podem indicar alterações da superfície ocular que precisam ser consideradas durante o planejamento. No pós-operatório, ressecamento e desconforto podem aparecer temporariamente em alguns pacientes. A avaliação prévia permite orientar cuidados específicos e acompanhar quem já apresenta maior sensibilidade.

5. A blefaroplastia inferior sempre deixa cicatriz externa. Mito

A blefaroplastia inferior nem sempre exige uma incisão externa na pele. Em alguns pacientes, o acesso pode ser realizado pela parte interna da pálpebra, técnica conhecida como via transconjuntival. Essa abordagem pode ser considerada quando existem bolsas de gordura sem excesso cutâneo importante. Quando há flacidez, alterações musculares ou necessidade de tratar outras estruturas, outro tipo de acesso pode ser indicado.

6. Recursos regenerativos podem complementar o rejuvenescimento dos olhos. Verdade

Com indicação adequada, recursos e técnicas regenerativas podem atuar como complemento no rejuvenescimento da região dos olhos. PRP, PRF, nanofat e derivados da gordura autóloga são estudados por seus possíveis efeitos sobre textura, qualidade da pele, estímulo reparador e reposição discreta de volume, dependendo da técnica utilizada. Os benefícios e o nível de evidência variam entre os métodos, e a escolha deve ser realizada após avaliação individual.

“O melhor resultado não depende de retirar o máximo possível, mas de tratar cada estrutura na medida necessária. Preservar tecidos, respeitar a anatomia e entender as características individuais ajudam a manter equilíbrio na região dos olhos. Uma boa indicação também inclui orientar sobre recuperação, limites do procedimento e cuidados antes e depois da cirurgia”, conclui o cirurgião plástico.

Andrezza Barros
Sobre o autor
Andrezza Barros
Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.
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