Turismo

Vai viajar no fim do ano? O visto não deve ficar para a última hora

Por Andrezza Barros • 16/09/2026
Foto: Divulgação

Vai viajar no fim do ano? O visto não deve ficar para a última hora

Divulgação
Advogada Caroline Azevedo explica por que quem planeja férias no exterior em dezembro ou janeiro deve começar a verificar a documentação com meses de antecedência

Dezembro ainda parece distante, mas quem pretende passar o Natal, o Réveillon ou as férias de janeiro fora do Brasil pode ter uma tarefa para resolver muito antes de escolher hotel ou fechar o roteiro. Dependendo do destino, a preparação do visto e de outros documentos de entrada precisa começar meses antes do embarque.

O problema é que muitos viajantes deixam essa etapa para depois da compra das passagens. Para Caroline Azevedo, advogada da Visa Finder, especializada em imigração e licenciada nos Estados Unidos, essa ordem pode aumentar o risco de prejuízo.

“É comum que o viajante primeiro pesquise passagem, escolha hotel, monte o roteiro e só depois verifique a situação do visto. O mais seguro é inverter essa lógica. Antes de assumir despesas importantes, é preciso entender quais são as exigências migratórias do destino, qual documento será necessário e quanto tempo o processo pode levar”, explica.

Passagem comprada não significa visto aprovado

No caso dos Estados Unidos, brasileiros que precisam solicitar visto devem considerar não apenas o preenchimento da documentação, mas também a disponibilidade de entrevistas e o período necessário para a análise do pedido.

Os tempos de espera podem mudar conforme o consulado, a categoria do visto, a demanda e o período do ano. Além disso, os prazos divulgados pelas autoridades norte-americanas são estimativas e não representam garantia de atendimento dentro daquele intervalo.

A aprovação também não está relacionada ao fato de o viajante já ter comprado passagem ou reservado hospedagem.

“Quando existe uma data específica para viajar, trabalhar com margem de segurança é fundamental. O visto não deve ser encarado como uma formalidade automática. Existe uma análise consular e cada caso possui características próprias. Por isso, comprometer valores altos contando com uma aprovação futura pode trazer um prejuízo que seria evitável com planejamento”, afirma Caroline.

Regras de entrevista também merecem atenção

Mudanças adotadas nos últimos anos tornaram ainda mais importante consultar as exigências atualizadas antes de iniciar uma solicitação.

Desde outubro de 2025, a entrevista presencial voltou a ser exigida, de forma geral, para a maioria dos solicitantes de vistos de não imigrante dos Estados Unidos. Existem exceções para situações específicas, incluindo determinados processos de renovação, mas mesmo pessoas inicialmente elegíveis à dispensa podem ser chamadas para uma entrevista pela autoridade consular.

Outra orientação é que o pedido seja realizado, em regra, no país de nacionalidade ou residência do solicitante.

Por isso, experiências anteriores de amigos ou familiares nem sempre servem como referência. Regras aplicáveis a uma pessoa podem não ser as mesmas para outra.

Agosto e setembro podem ser decisivos para as férias

Para quem pretende viajar em dezembro de 2026 ou janeiro de 2027 e ainda precisa solicitar o visto, agosto e setembro são meses importantes para começar a organizar o processo, segundo Caroline.

O período de fim de ano reúne férias escolares, aumento da procura por viagens e feriados no Brasil e no exterior. Deixar a documentação para perto do embarque reduz a margem disponível caso apareça alguma pendência.

“Quem já tem intenção de viajar não precisa esperar a proximidade das férias para verificar a documentação. Quanto mais cedo essa análise é feita, maior é a possibilidade de organizar o processo com tranquilidade, corrigir eventuais inconsistências e tomar decisões financeiras mais conscientes”, orienta.

A especialista lembra, porém, que começar antes não representa garantia de aprovação.

“Não existe fórmula para garantir um visto. O que existe é preparação. Informações corretas, documentação adequada ao tipo de solicitação e coerência durante todo o processo fazem diferença. A decisão final sempre será da autoridade migratória”, acrescenta.

Antes de fechar uma viagem internacional, portanto, vale colocar a documentação entre os primeiros itens do planejamento. Conferir a validade do passaporte, pesquisar as regras atualizadas do país de destino e verificar com antecedência a necessidade de visto ou autorização pode evitar que férias organizadas durante meses sejam comprometidas antes mesmo do embarque.

Sobre a especialista

Caroline Azevedo é advogada licenciada nos Estados Unidos e especializada em imigração e mobilidade internacional. Representante da Visa Finder, atua na orientação de pessoas e empresas em processos de solicitação de vistos, regularização migratória e planejamento internacional, incluindo casos relacionados a estudo, trabalho, investimento e residência no exterior.

Andrezza Barros
Sobre o autor
Andrezza Barros
Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.
Ver outras matérias →

Sobre a Drazy

Drazy é um portal de notícias voltado para entretenimento, saúde e turismo, trazendo informação de forma moderna, dinâmica e conectada ao que realmente movimenta o público.

Com uma linguagem atual e olhar atento às tendências, o portal acompanha os principais acontecimentos do universo dos famosos, música, televisão, cinema, bem-estar e lifestyle, além de pautas relevantes sobre saúde e qualidade de vida.

A proposta da Drazy é unir credibilidade, agilidade e identidade visual marcante em uma plataforma feita para informar, conectar e acompanhar tudo o que está em alta no Brasil e no mundo.

redacao@drazy.com.br comercial@drazy.com.br

© 2026 Drazy. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste conteúdo sem autorização prévia.

As opiniões, informações e conteúdos publicados por colaboradores, colunistas e entrevistados são de responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores e não representam, necessariamente, o posicionamento editorial da Drazy.